sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CIÊNCIA, CONHECIMENTO, ARTE E TÉCNICA

1.1 O Conhecimento Através dos Tempos

           A história da humanidade confunde-se com o esforço que o ser humano faz para conhecer e transformar o mundo, a fim de adequá-lo às necessidades.

1.1.1  As Fases ou Tipos do Conhecimento Humano

          Há um milhão de anos, aproximadamente, alguns seres diferenciaram-se dos demas por terem tido consciência de si mesmos: eram caçadores e colhedores que sobreviveriam somente se respeitassem o mundo no qual habitavam. Pouco a pouco, levados pelas circunstâncias naturais e pelo desenvolvimento do cérebro, num processo diablético ou de ação recíproca entre realidade e pensamento, passaram do estágio de caçadores-colhedores para semadores agricultores.
         O que estava em jogo era a própria subsistência e, por isso, a preocupação principal era caçar, colher e plantar para se alimentar e assim continuar a viver. Era uma preocupação eminentemente prática.

Conhecimento popular ou vulgar

         É o conhecimento do senso comum, baseado em opiniões não comprovadas ou vivenciadas apenas pela experiência quotidiana. Valorativo, o conhecimento popular ou vulgar, também chamado de empírico (de empíria = experiência), funda-se em estados de ânimo e de emoções. É ametódico, assistemático, acrítico e impreciso. Trata-se do conhecimento necessário para se viver o dia-a-dia: verificar o presente e prever o que se poderá fazer no futuro. É baseado na experiência e transmitido pela tradição cultural.
         O conhecimento empírico é adquirido independentemente de estudos e pesquisas ou de aplicação de métodos. Adquire-se também mediante experiências casuais, por meio de erros e acertos. As pessoas, nesse nível de conhecimento, não se preocupam em estabelecer relações significativas entre fatos nem os interpretam. Em consequência, tendem a formar imagens fragmentárias da realidade.
          O conhecimento popular ou vulgar é, por isso, considerado prático. Suas informações estão diretamente ligadas às ações humanas concretas.

Conhecimento mitológico

           Desenvolvendo a linguagem e, portranto, aprimorando a comunicação, os humanos procuraram explicar o meio físico em que viviam coletivamente por intermédio do mito, que nasceu num contexto explicativo, não-lógico, muitas vezes fantástico, surgido do contato direto com as forças da natureza. Em geral trata-se de uma narrativa, de uma fala alegórica, poética, fantasiosa e figurada, que é passada de geração para geração. Nessa fase, era difícil situar-se o ser humano abstratamente fora do seu tempo e espaço: o ambiente era mais forte do que a consciência individual. Não era ainda uma explicação racional, mas uma explicação intuitiva, imaginativa que, por algum tempo, satisfez às necessidades de sobrevivência. O mito refletia as visões que os seres humanos tinham ou criavam sobre o cosmo e sobre a existência. Fala da origem da vida, da terra e das línguas.

A Criação da Noite


          No princípio, não havia a noite. Só existia o dia. A noite estava guardada no fundo das águas. Aconteceu, porém, que a filha da Cobra Grande se casou e disse ao marido:
- Meu marido, estou com muita vontade de ver a noite.
- Minha mulher, há somente o dia - respondeu ele.
- A noite existe, sim! Meu pai guardou-a no fundo do rio. Mande seus criados buscá-la.
        Os criados embarcaram numa canoa e partiram em busca da noite. Chegando à casa da Cobra Grande, transmitiram-lhe o pedido da filha. Receberam, então, um coco de tucum~´a com o seguinte aviso:
- Muito cuidado com esse coco. Se ele se abrir, tudo ficará escuro e todas as coisas se perderão.
           No meio do caminhoi, os criados ouviram dentro do coco um barulho assim: xi - xi - xi... - tim tim - tim...
Era o rumor dos sapos e grilos que cantam à noite. Mas os criados não sabiam disso e, cheios de curiosidade, abriram o coco de tucumã. Nesse momento, tudo se escureceu.
             A moça em sua casa disse ao marido:
- Seus criados soltaram a noite. Agora não temos mais dia e todas as coisas se perderão.
O marido da filha da Cobra Grande ficou espantado e perguntouy à esposa:
- Que faremos? Precisamos salvar o dia!
A moça arrancou, então, um fio de seus cabelos, dizendo:
- Não tenhas receio. Com esse fio vou separar o dia e a noite. Feche os olhos... Pronto!... Agora pode abrir os olhos. Repare: a madrugada já vem chegando.
Os pássaros cantam alegres anunciando o sol. E assim foi criado a noite (TELES, 1976, p. 18).

            O mais cérebre dos mitos é o de Édipo. Sua estória é narrada, numa tragédia grega, por Sófocles. Trata-se do filho do rei de Tebas que, sabendo do seu vaticínio terrível matrá o próprio pai e casar-se-á com a mãe, tenta fugir do destino e, paradoxalmente, cumpre o que o vaticínio tinha previsto.
            O mito de Édipo é estudado e apresentado nas suas diversas interpretações no pequeno livro O Que é Mito, de Everaldo P. G. Rocha (1981).
             Assim como o conhecimento popular ou vulgar, o mito continua presente nos nossos dias. Impropriamente, pode-se dizer que mito é a representação de fatos ou prersonagens reais, exagerados pela imaginação popular, pela tradição etc.
              Mas não se deve confudir mito com ídolo. Ídolo, muitas vezes chamado impropriamente de mito, é uma pessoa que, de alguma forma, sintetiza alguma aspiração da massa humana que passa a adorá-lo.
O mito tem vários sentidos, dependendo do enfoque em que é analisado.
Do ponto de vista do conhecimento, podemos destacar dois sentidos para o mito: o   primeiro, pejorativo, que encara o mito como conhecimento falso, irreal e desvaloriza o papel do mito;         o segundo significativo, que faz ver o vigor do mito, enquanto linguagem que revela o sentido real e verdadeiro para um grupo social.
Assim, o conceito de mito aresenta-se como um conceito amplo, por ter um núcleo considerado falso e verdadeiro. Ora conhecimento ideológico que passa valores normais, idéias, mas esconde o verdadeiro significado do fenômeno. Ora conhecimento verdadeiro que atende às profundas necessidades do homem(...)
Nas épocas antigas, entre os povos primitivos, o mito tinha por função descrever, explicar, dar normas, dizer as origens, desempenhava o papel de teologia, de filosofia, de ciência, saberes que foram se estruturando racionalmente ao longo da história(...)
Hoje, quem sofre a força dos mitos? Quem elabora os mitos?... Compreender os mitos talvez nos ajude a compreender a manipulação feita na sociedade em nome da ciência e perceber em que sentido a ciência é mitificada (HUHNE, 1992, p. 73).
Conhecimento religioso


(Darcy Cordeiro, 1997, p. 13 a 16)




quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os dias atuais

Queridos colegas que buscam melhorar cada vez mais, todos nós sabemos que as coisas estão caminhando em passos largos, ainda mais quando se trata de tecnologia, ai que a coisa perde de vista. Não sei se é do conhecimento de vocês, mas cada dia que se passa é lançado um equipamento diferente no mercado. Então, eu gostaria de fazer uma pergunta à você: você tem acompanhado está evolução, fazendo cursos, se reciclando na sua área afim? Pois então! Está na hora de começar a pensar nestes pequenos detalhes, que pode tornar uma grande oportunidade em nossas vidas.

A informação é a vitamina da alma


Meu nome é: Romar Martins de Souza
Sou corintiano de coração, de sangue, de alma, de espiríto e de família.
O centenário se aproxima, nós corintianos estamos ansiosos com a chegada desta primavera e muito orgulhosos do nosso time de tantas glorias.
Se somos um bando de loucos, é porque nós o amamos Corinthians.
Salve 100 anos de glorias e muitas alegrias que passamos lado a lado nesta caminhada de sucesso. Salve todos corintianos.